terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Centro Universitário Tecnológico a todo vapor

As imagens a seguir são de uma matéria da revista PortoseNavios sobre o desenvolvimento da universidade Estadual da Zona Oeste (UEZO) no Rio de Janeiro. Na matéria o coordenador Carlos Ferreira, do curso superior de Tecnologia em Construção Naval, é entrevistado revelando o avanço do curso e da universidade.


Se a leitura estiver ruim aperte Ctrl+(+).



http://www.uezo.rj.gov.br/
http://www.portosenavios.com.br/site/revista
http://navalunivali.wordpress.com/2012/01/17/saiba-mais-sobre-o-curso-de-construcao-naval/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mão de obra é o principal entrave

As projeções de crescimento para o crescimento de apoio marítimo nos próximos anos animam as empresas, mas a falta de mão de obra e o aumento de custo têm preocupado armadores brasileiros. Algumas companhias contam que já enfrentaram problemas como ficar com embarcação parada por falta tripulação.
O custo com a mão de obra impacta muitos os contratos de afretamento de longo prazo. Nos últimos dez anos, o salário dos tripulantes aumentou aproximadamente 600% acima da inflação do período, estima o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), Ronaldo Lima. "A demanda do mercado está crescendo além da capacidade de formação de tripulantes. Para os próximos anos, com as estimativas de quase dobrar a frota só para apoio marítimo, a discrepância pode ficar ainda maior, Atualmente, já vemos barcos parados por falta de tripulação e profissionais ficando mais tempo embarcado para poder continuar a operação", aponta Lima.
Para aumentar o número de profissionais, Lima explica que a Marinha está oferecendo a capacitação em um ano para engenheiros formados que queiram seguir este caminho. Outra possibilidade para minorar o quadro é a reciclagem do profissional de Marinha que está aposentado e quer voltar, avalia Lima, "Com isso, aumentaria o Número de marítimos disponíveis, ma queremos muito mais, pois não dá para entregar um navio para alguém que acabou de se formar, é preciso ter experiência profissional,, pois os navios são muito sofisticados", reforça o presidente da Abeam.



Para reduzir este problema de forma mais imediata, a Abeam propõe a flexibilidade da resolução normativa nº72 de 2006 do Ministério do Trabalho. O documento determina que embarcações estrangeiras operando no Brasil tenham parte da tripulação brasileiras após 90 dias, aumentando o número de brasileiros de acordo com o tempo de internação, chegando a dois terços dos profissionais.
"No ano passado, eram 203 embarcações estrangeras atuando no mercado. Só com a flexibilização desta norma, de imediato os profissionais brasileiros tomados pelos armadores estrangeiros poderiam ser integrados às empresas nacionais e poderiam atuar nas novas embarcações, cujas frotas crescem constantemente", ressalta Lima.
O crescimento do mercado nacional foi rápido nos últimos anos. Segundo dados da Abeam, em2005 atuavam 74 embarcações brasileiras no mercado de apoio marítimo e 91 estrangeiras. Já em 2010, operavam 158 navios de bandeira nacional e 203 internacionais. "Pedimos o relaxamento da resolução 72 por cinco anos, para resolver de forma imediata os problemas do mercado. Durante esse cinco anos, a Marinha aumentaria o número d formados para equilibrar o mercado", conta o presidente da Abeam.
Uma outra proposta da entidade é permitir, de forma temporária por cinco anos, o emprego de profissionais de outros países para trabalhar nos navios nacionais. Para isso, para normativa, a 80 de 2008  do Conselho Nacional de imigração, teria de ser alterada para prever autorização de trabalho ao estrangeiro, respeitado o interesse do trabalhador brasileiro.
Alguns executivos do setor sugerem que a formação de oficiais seja feita por instituições de ensino superior, como é feito na aviação no Brasil. A Marinha atuaria como órgão certificador, regulador e classificador.

"A mente que se abre a uma nova ideia jamais volta ao seu tamanho original." (Albert Einstein)

domingo, 22 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Rumo ao submarino nuclear

O domínio da tecnologia de fabricação de submarino de propulsão nuclear é um objetivo que o Brasil persegue não é de hoje. O território escolhido para a materialização final do projeto, prevista para 2022, é o município de Itaguaí, de acordo com o Plano Estratégico de Defesa Nacional. Antes que essa data seja alcançada, porém,  a Marinha do Brasil projeta construir na cidade uma base naval e um estaleiro onde serão construídos quatro submarinos convencionais de 1.800 toneladas, movidos a óleo diesel; e o primeiro Submarino Nuclear Brasileiro, de 6.000 toneladas. Para gerenciar a construção de estaleiro, dos submarinos e da futura base de submarinos, a Marinha do Brasil ativou a Coordenadoria do Programa de Desenvolvimento de Submarinos de Propulsão Nuclear, e entregou à Odebrecht a missão de construir os empreendimentos.

O primeiro submarino será em parte feito na França. Os outros terão seus cascos montados no Brasil, depois de manufaturados na Nuclep. A francesa DCNS dará assistência para o design da parte não-nuclear do submarino e para as obras de construção do estaleiro e da nova base de submarinos da Marinha, que serão construídos por uma joint-venture formada pela própria empresa francesa e a Odebrecht.
Desde 2010, as obras no local  estão limitadas ao primeiro movimento de terras na Ilha da Madeira, Itaguaí-RJ, ao lado das instalações da Nuclep, onde a Odebrecht já começou a erguer a Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, UFEM. Depois virão o estaleiro e a base de submarinos de alta sofisticação. As áreas envolvidas somam 980 mil m2,  dos quais 750 mil m2 na água. O acesso ao conjunto se dará por um túnel escavado em rocha de 850 metros de comprimentos e uma estrada exclusiva de 1,5 quilômetros. Haverá dois píeres de 150 metros cada um e três docas secas (duas coberturas) de 170 metros. No total, serão 27 edifícios. A dragagem passa de seis milhões de metros cúbicos. O plano da obra prevê a geração de 700 empregos diretos. Pronta, a instalação poderá dar apoio técnico a uma frota de 10 submarinos, e terá capacidade para construir duas unidades novas simultaneamente. Um dos prédios, destinado ao procedimento de troca do reator do navio nuclear ou do combustível, será alto, equivalente a 16 andares. Os submarinos vão circular, entrar e sair das instalações por meios próprios, movimentando-se por uma zona molhada com 340 mil m2.